Juliana & Antonio

Adoro histórias românticas. Desde criança. Sim, fui uma menina que acreditava em príncipes e princesas. Culpa dos contos de fadas que meus pais liam pra mim e que continuei a ler. Influência também da própria história dos meus pais. Ou porque sou canceriana. Sempre achei que por trás de todo casal havia uma linda história de amor. Infelizmente, logo percebi que nem sempre tem. Mas, felizmente, descobri que elas existem. E hoje, me sinto privilegiada de contar, em imagens e palavras, algumas histórias como a de Juliana e Antonio. Uma história de amor real.

Juliana e eu fomos colegas de redação em 2004. Depois disso, seguimos por rumos profissionais diferentes, mas nos tornamos muito amigas. Juntas, viajamos, comemoramos, choramos, rimos, evoluímos. Muitas coisas aconteceram. Mas vou focar no que tem a ver com o italiano Antonio.

Em 2006, Juliana foi pra Itália participar de um intercâmbio do Rotary. Na última noite da programação, em Roma, a organização ofereceu um jantar em homenagem aos intercambistas. E nesse jantar, lá estava ele. Antonio e um amigo tocaram violão para o pessoal, a convite de uma professora rotariana. Depois do evento, Juliana e seus colegas combinaram com Antonio e o amigo algumas saídas, pois tinham alguns dias livres na cidade antes de retornarem ao Brasil.

Foram passeios turísticos em turma, guiados pelos rapazes italianos. Quando chegou a hora de partir, todos se prometeram manter contato pelo então famigerado MSN. Juliana tinha uma lista grande de pessoas que conheceu nessa viagem. Com o passar do tempo,  o povo foi sumindo do bate-papo. Menos uma pessoa: Antonio. Por cinco anos, eles mantiveram uma amizade virtual (sim, amizade e não namoro). Tinham muito em comum e os assuntos nunca se esgotavam. Confidenciavam-se, inclusive, as agruras de suas relações amorosas.

Até que, em 2011, Juliana voltou à Itália para participar de um evento pelo mestrado que estava fazendo aqui no Brasil. Contou a ele e reencontraram-se em Florença. E de repente perceberam-se apaixonados.

Juliana voltou à sua rotina no Brasil. Mas passados 10 dias, adivinhem quem desembarcou no Brasil pela primeira vez. Antonio procurou um curso de português (aliás, nunca vi um estrangeiro aprender a falar nosso idioma tão bem em tão pouco tempo) e se jogou nesse relacionamento. Um ano e meio depois de “ponte aérea internacional”, resolveram morar juntos em Roma e, no final do ano passado, casaram em Rio Claro, cidade da Juliana, no interior de São Paulo. E eu tive o privilégio de testemunhar essa união e de fazer esse ensaio em Embu das Artes.

Agora, clique aqui  para ver as fotos ao som de Your song, de Elton John, executada no violão por Antonio. O encanto não está apenas na linda interpretação de Antonio. Essa música é especial na história deles. É a música que ele tocou pra ela em Florença. É a música que anos antes ela recebeu dele, num dia difícil de recuperação (em 2007, Juliana foi atropelada por uma moto, teve fratura exposta na perna e ficou meses de cama e outros meses com os movimentos comprometidos. E eram as conversas com Antonio e suas músicas que a faziam um pouco menos triste nesses dias tão dolorosos. Acho que eles já estavam apaixonados, mas não sabiam ainda).

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Croissant & Sushi*, uma história de amor entre um francês e uma japa brasileira

Flávia Oda é dessas pessoas cheias de luz, especial de verdade. E tenho o maior orgulho de ser amiga dela. Não é pra menos. E quem a conhece, há de concordar. Prática e otimista em relação à vida, ela é o tipo de gente que sempre tem uma palavra sensata pra nos dar nos momentos mais confusos e angustiantes. Conhece lugares diferentes e descolados pra nos levar, nos arrasta pro cinema, nos deixa otimistas com seu otimismo, nos inspira com suas ideias, aparece do nada quando mais precisamos dela e tem a incrível vocação de conectar seus amigos uns com os outros.

Isso é só um resuminho do que ela é pra mim e pra tantos outros amigos. E olha que são muitos. Por isso que todos nós estamos muito felizes em vê-la tão feliz com seu Dominique.

Como muita gente, Flávia esperava um dia encontrar mais do que um simples cara bacana. Queria um parceiro de verdade, uma pessoa especial. Mas nunca viveu em função disso. Não me lembro de vê-la choramingando por escolhas erradas ou tentativas frustradas. Muito menos lamentando o tempo que passa e a pessoa que não encontra. Pelo contrário. A leveza com a qual  ela encarou tudo isso sempre me fez admirá-la mais ainda.

Flávia nunca deixou de fazer nada por estar “sem companhia”.  Há dois anos, foi sozinha pra Paris aproveitar alguns dias das suas férias. Divertiu-se bastante por lá, mas não “ficou” com ninguém. De volta ao Brasil, numa noite qualquer, saiu para jantar com uma amiga. Foi quando, num restaurante paulista, ela conheceu Dominique, um tímido francês que estava no País a trabalho, jantando sozinho no mesmo lugar.

Pela primeira vez no Brasil, sem falar uma palavra em português, ele pediu ao garçom que perguntasse às meninas se poderia juntar-se a elas. Solidárias, permitiram a aproximação do francês para lhe dar algumas dicas sobre o que ele poderia fazer nos dias em que ainda teria que ficar em São Paulo. Resumindo, por uma semana Flávia tornou-se guia de Dominique e de repente… Love happened.

No início, ficamos todos preocupados com a procedência desse francês que caiu sem paraquedas na vida da nossa amiga. Depois das devidas averiguações e de constatado ser ele uma pessoa do bem, veio a preocupação com a distância que os separa. Mas já passaram-se quase dois anos e eles vêm tirando isso de letra, encontrando-se muito mais vezes do que eles mesmos supunham que conseguiriam se encontrar.

Agora que ele está novamente uns dias no Brasil, aproveitamos pra fazer um ensaio. E passar a tarde com eles me fez lembrar do significado de um termo budista chamado mudita, por me sentir tão feliz em vê-los felizes.

É… Acho que já posso pensar em programar uma visita à Flávia na França =)

* O termo “Croissant & Sushi” é de autoria do Fernando Bacheschi, superamigo e sócio da Flávia.

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Love is in the air

Romântica incurável que sou (adoro histórias de amor nos filmes, nos livros e na vida real), fiquei muito feliz de registrar um pouquinho da história de um casal que adoro. Mariana e Marcelo estão às vésperas do casamento e fizemos o que os gringos chamariam de engagement session, ou seja, uma sessão de fotos com os noivos antes do grande dia.

E já que a ideia era contar uma história, lá fomos nós para o Parque Villa Lobos. Lugar perfeito para essa proposta, porque desde que eu os conheço eles me contam sobre os passeios nesse parque, sempre acompanhados pela Rayka, a linda labradora da Mari.

Para ajudar a cuidar da Rayka, das mochilas e dos patins, contamos com a super ajuda de parte da família da Mari: a irmã, o irmão, a cunhada, a mãe e a linda Sofia, sobrinha que será a daminha de honra. Foi bem divertido!

Envelheça junto comigo, o melhor ainda está por vir. [Robert Browning] – Projeto MILK – Moments  ofIntimacy, Laughter and Kinship (Momentos de Intimidade, Alegria e Afinidade).